Transformada por Cristo e Livre em Cristo

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marciapinho

domingo, 29 de maio de 2011

O valor do ser humano X o valor dos animais


“Baleias não me emocionam” é o título de uma crônica escrita por Lya Luft na revista Veja. Assim que li tive uma imediata identificação, apesar de nunca ter possuído animais de estimação. Lya expõe com sensibilidade a valorização do ser humano e sua condição no mundo em oposição à valorização aos animais.
Assim como a cronista, eu preferia que todo esse zelo com os animais fosse feito depois de não haver mais crianças nos faróis, adultos famintos dormindo nas ruas, famílias inteiras morando embaixo de pontes ou adolescentes morrendo drogados nas calçadas.
Hoje, muitos se comovem mais com cães abandonados do que com moradores de ruas; mendigos se tornaram tão comuns a ponto de ficarem invisíveis, enquanto os animais não se cansam de ganhar fiéis protetores e ONGs pelos quatro cantos da Terra.
Que os mais entusiastas da causa não me interprete mal, sou sim a favor de proteger e cuidar dos animais; o que está em pauta aqui é o excesso.
Após muitas observações pude constatar que o apego aos animais tem crescido de forma assustadora, beirando a idolatria. Essa reflexão ganhou força após ser testemunha de um episódio dantesco.
Há pouco tempo em uma cidade do interior presenciei um cachorro latindo muito próximo a um motoqueiro dificultando assim a sua passagem, um homem que estava por perto jogou algumas pedras na direção do cão para afastá-lo, uma típica protetora dos animais chamou a atenção desse homem por atacar o pobre cão, o homem justificou sua atitude explicando-lhe que o cão estava atrapalhando o motoqueiro passar, a tal protetora retrucou: - Deixa ele.
Ficou evidente a inversão de valores ser humano x animais. Esse “deixa ele” pareceu-me um” dane-se”, afinal o bem estar do cãozinho está acima do bem estar do homem, a protetora pareceu não se importar a segurança do piloto e com a hipótese de um possível acidente.
Minha indignação diante de tal fato assume a forma de uma questão: quando foi que a vida do ser humano se banalizou?
Vejo inúmeras reportagens em TV, jornais e revistas sobre o cuidado com os cães, eles tem salão de beleza, supermercado, festa de aniversário, alguns donos chegam a gastar mais de R$ 1.000,00 por mês com seu bichano, que o diga um certo jogador da Vila Belmiro, é vergonhoso mencionar os mimos extravagantes que alguns recebem.
Como aceitar o gasto de R$ 1.000,00 com um animal quando a maioria da população mundial vive com menos de um dólar por dia?! E a grande miséria brasileira?
Já tive também o desprazer de conhecer alguém cujo pai vivia em cima de uma cama doente e sempre que precisava comprar remédios para o pai reclamava do dinheiro gasto, mas quando levava seu animal de estimação ao veterinário apresentava um ar de alegria e satisfação por atender as necessidades (?!) do cão, saindo da clinica repleto de biscoitinhos caninos e exibindo a bela tosa que lhe havia sido feita.
Evidentemente a higiene do seu animal lhe trazia maior contentamento do que os remédios para o progenitor.
Será que a coroa da criação sobreviverá ao Planeta dos Cachorros?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Enquanto Ele não chegar

Quantas vezes mais eu vou chorar
Enquanto Ele não chegar
Quantos dias mais vou esperar
E quantas vezes o mundo vai me provar
Enquanto Ele não chegar
Quanta angústia minha alma vai suportar
Enquanto Ele não chegar
Eu vivo sem saber
Há quanto tempo sinto medo
As palavras vão me arrastar a cada instante
Levando-me de uma manhã à outra
Vou poetizar a Grande Tristeza
Enquanto Ele não chegar
E essa paz que sinto...
Nem a dor pode me tirar
Quanto tempo ainda para caminhar só
Enquanto Ele não chegar
Eu sei que a Luz voltará
E tudo vai passar
Como sempre passa
Enquanto Ele não chegar

Minha Cabana



Vivi mais do que posso
Suportei mais do que agüento
E as letras que me acompanham
Ainda são as mesmas
A Palavra é o meu consolo,
O Verbo, meu abrigo.

Depois de tanto esperar
Depois de tanto resistir
Descobri que escrever é sobreviver

Eu lutei contra a dor
Eu fugi das ausências
Mas num mundo sem Verdade
A arte é a Ausência das ausências.

Depois de tanto esperar
Depois de tanto resistir
Com medo de se perder
Volto a me pertencer

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Meu sonho


Conversando um dia desses com uma amiga falei a respeito de estar feliz por conseguir voltar à faculdade depois de tanto tempo, vou fazer o curso pelo qual tenho paixão, Letras. Essa amiga ficou contente por mim e disse que realizar um sonho é muito bom. No momento não prestei muito atenção ao que foi dito, mas depois refleti e percebi que apesar de gostar muito de estudar e amar as palavras esse curso não é o meu sonho e sim um meio para realizá-lo.

Meu sonho é fazer a diferença, deixar de ter uma vida medíocre, parar de viver só para mim e viver como se fosse o meu último dia, por isso dar o devido valor as coisas: efêmero ao que é efêmero / eterno ao que é eterno.

O que realmente é importante? Será que é preciso chegar ao leito de morte para saber? Creio que não, podemos vivenciar isso hoje, a cada dia em nossa vida.

Pense: o que você está plantando no coração das pessoas, o que você vai deixar de herança no mundo? Essas questões podem determinar se terá ou não uma vida bem vivida, uma vida em abundância como diz o Mestre, uma vida com propósitos baseados em valores que não envelhecem.

Um diploma que não sirva os propósitos Dele de nada serve; assim como uma casa, um carro, uma carreira e tudo o mais que existe nesta vida, pois são coisas passageiras; apenas visando ao que é (I)imortal conseguiremos ter uma vida com significado.

Ainda não sei como posso usar os talentos que Deus me deu para fazer a diferença, sei que agora começo aprender à aprender, e o primeiro passo foi dado, através de um insight que tive há alguns meses quando estava no sítio de um amigo, vi uma águia planando, fiquei um longo período observando e recordando as palavras de Charles Swindoll no livro “Como viver acima da mediocridade”.

A águia voava alto sem bater as asas, foi neste momento que tive uma “Eureca” e decidi fazer um planejamento de como aprender a ser uma águia, como voar alto. Então mudei pequenas coisas da minha rotina que fazem toda a diferença, uma delas é usar com mais sabedoria um dos poucos recursos não renováveis que nos foi dado pelo Eterno: o tempo.

Nesse momento recordo-me de Beto Guedes, “Tempo: quero viver mais duzentos anos, quero não ferir meu semelhante, nem por isso quero me ferir...”.


Então diante desse insigth recorro a Tiago 1:5

“ Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.”


Senhor: os meus sonhos são Seus, os Teus planos são meus.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Igreja (não) é...


Igreja não é clube...

...não é lugar para encontrar os amigos, marcar a próxima balada ou rever os caras do futebol.

Igreja não é agência matrimonial...

...não é lugar para "conhecer gente nova".

Igreja não é SPA...

...não é lugar para se desestressar .


Estudo bíblico não é terapia de grupo onde cada um pode contar seus "causos".

Igreja não é consultório...

...não é lugar para irmos quando bate as crises existenciais.

E pastor não é analista, que nos ouve quando o coração está em pedaços.

Igreja também pode ser tudo isso, mas não é seu Propósito.


Igreja = Corpo de Cristo

E a função do Corpo é seguir o Cabeça.

"...o maior pecado de todos; fazer a coisa certa pelo motivo errado." (T.S.Elliot)

domingo, 6 de dezembro de 2009

A luta de um campeão

Lutar com palavras é a luta mais vã..." diz um poema de Carlos Drummond de
Andrade.Sempre considerei uma frase sábia, pois nosso caráter se mostra nas
atitudes e não somente nas palavras, e nossa luta é perante as circunstâncias do
dia a dia.Como jovem afirmo que ser campeão é tarefa árdua, diante de tantos
"apelos irresistíveis", mas sei também que tudo é uma questão de escolha.
Às vezes sinto vontade de tomar a decisão de não tomar decisão nenhuma, não
quero um rótulo, uma definição, um enquadramento; livre para ir e vir e voltar
quantas vezes for, mas... temos que escolher nosso caminho.
Ser livre no entanto nunca significou mentir, roubar ou enganar, mas sim ter o
direito de exercer o livre arbítrio dado por Deus; sem esquecer que os
princípios éticos e morais são mantidos em todas as situações, meu único
compromisso é com a integridade de minhas crenças, com a consciência que teria
que arcar com as conseqüências de meus atos, palavras e pensamentos; nossas
atitudes nada mais são que o reflexo de nossos valores, o que é importante para
você?
"Sonhar mais um sonho impossível, lutar quando é fácil ceder..."diz uma canção
da Maria Bethânia que fez me refletir o qual simples é deixar-se levar pelo mais
fácil.Por vezes em dificuldade podemos pensar que a vida é injusta, o mundo até
pode ser, mas a vida nunca é, porque Deus é justo e dono da nossa vida.
Enfim, temos uma luta diária e constante em todos os aspectos daquilo que nos
cerca, "orai e vigiai".
Qual é a sua batalha hoje?

APRENDENDO A VIVER

Somos perfeitos?
Temos algumas limitações, é claro. Será que todos nós, de uma forma ou de outra, não somos deficientes?
A diferença é que a deficiência de muitos é visível e a nossa está lá dentro, bem escondida, muitas vezes oculta até de nós mesmos.
O processo de identificação de nossas deficiências são desafios a superar. O caminho para isso, entre tantos, pode estar na prática da Vida Plena, isto é, na coragem que devemos ter para retirar as máscaras e dizermos o que sentimos, além de canalizarmos nossas potencialidades para o ato da ajuda e, sem restrições, também para o ato de sem subterfúgios recebê-la. Afinal, viver implica em partilha, troca e interação.
Desta forma estaremos valorizando a nossa vida, o nosso tempo, o ser humano de um modo geral, enfim, a vida daqueles que nos buscam...